
DA FALTA QUE FAZ
Um conjunto tão vazio são os dias
Numa tristeza incontida, percebida,
Por todos
Disfarçar seria uma tática, que eu
Por mais que tente, não sei
As manhãs cinzentas, anunciantes de sua ausência
Sofrida
Branquíssimas são as nuvens, do dia, com você
Sigo-te por outros, amigos, pergunto, procuro
Seu rastro
Mas quando não vem, e some
Já não vejo no céu aquelas mesmas nuvens brancas
De alabastro
De alabastro como seu sorriso aberto
Feito perto num entalhe de queixo, à mão talhada
À faca, de olhar esperto... castanhos
Da cor da tempestade que se anuncia
Já sabedor eu, mais uma noite que sem ti
Será fria...
Minto pra mim mesmo, poemo
Poemo?
Tento, não sai, vã consciência que sem disfarce
Me arrebenta os sentidos a gritar:
Você não está.
Onde foi, dourado sol que aquece e que brilha
Que a alegria irradia
De cascatas cores, variadas, de tons
Dourados, brancos e castanhos... de momentos tão únicos
Tão bons.
Musa que é, de fato e sabido: a mais bela
Que some me deixando inerte, irritado, a espera
A espera dos triplos beijos
Do sorriso mudo
Do jeito mimado
Do feitio encantado.
Volta pra mim, rápido e sem avisar
Me surpreende com o barulho do portão anunciando
Seu doce modo de caminhar a chegar
Abra a porta... e me olhe
Me mostra sua face sorridente
E me faça sorrir, e me faça te pedir
Pra jurar que isso não irá mais se repetir
Nunca mais de perto de mim, vai sair...
A mais bela pra mim, e que seja sempre assim
Todos os dias, as noites, cintila: sem fim
Pois sem ti, não sou eu
E não é você, quando se mim
É fato pra nós, pra ambos, amantes
Que a falta entristece
E a presença, acalanta
Não me peça respostas
Tampouco pergunte
Qual força que move, essa afinidade enorme
E que a tristeza que era, só você que suplanta
Não nos permitamos duvidar
E fique comigo, até o pra sempre chegar
Pois só assim, os dias se colorirão de dourados, e não mais
Terão nenhum aviso de dor
Pois só você tira de mim
O maior do amor...

SINTO A SUA FALTA.
Sinto sua falta nessa noite, e nada me distrai
Queria sair com amigos, sorrir,beber conversar
Agir normalmente como sempre e não cismar
Mas essa sua ausência me incomoda e me retrai
Sinto falta do carinho que me transmite quando aqui estas
Seu riso que traz aconchego para minha alma
A entrega nas nossas horas de paz e sintonia
As palavras trocadas sejam em prosa ou poesia
Sem a sua presença nessa noite ,nada me satisfaz
De saudade dói o peito,mas a dor é suave
Se agrava e em seguida mansamente se desfaz
Tento me concentrar e escrever poemas de amor
Mas meu pensamento divaga, te procura
Escrevo, apago, não rimo,tento rimar,torno a tentar
E a noite vai se estendendo tão escura sem a lua
O quarto está gelado, sinto a pele arrepiar`
Um passáro anuncia o amanhecer que ja vem vindo
Desconsolada redescubro esse sentimento de carencia
Carencia do seu amor,do seu carinho e da sua presença.
(by Faby)

Loucamente eu ia te seguindo, assim, como a bruma
Filtrada em perfumadas folhas de carvalhos outonais
E te via, no filtrar, a luz da lua
Lua que nenhuma
Em suas mais grandes fases
Brilhava mais, do que eu esperaria, nem demais
Pois aquela luz, era branca, e natural, não que não fosse
Bela
Mas a que mais bonita se fazia
De fato era, a luz da flor, a flor amada, a flor amarela...
Girava loucamente como ela, ora... a flor amarela...
Girava e vigiava
Contornava suas pétalas, lisas, de caras lisas
Contornava suas curvas vis... servis
Delirava e a seguia...
A flor de luz amarela, no seu encanto
Indiferente a mim
ia
Tantas sementes vi cair, e algumas que cairam em mim germinaram
Tantas luas, tantos sóis, tantos invernos
E minha flor, permanecia. Alegria.
E quando lutando, adubando e chorando
Quando pensando, que não ia te ver brotar mais não
Que ia te ver ir embora e assim levar meu coração
E voltava, e comigo brincava
E ao pensar em colher e me alimentar
Eis que leio, que vejo...
Ferinos espetos, me machucar...
Louco fui eu te amar
Me diz
Me dizem
Todos me acham
E hoje eu também me acho
É loucura, por uma flor, sazonal
Por mais dourada e natural
Me apaixonar...
É...
Eu sou louco, e por ser louco e me dizer ser louco
Acabei me fazendo mal.
O sol se pôs, o louco dormiu
Eu me tratei
E de agora... te dou tchau.
(Alexandre Andrade)

"E plantarei alguns vasos de girassóis"
-Qual nada, você nem vai se lembrar deles no meio de tantos afazeres
-Pense como você quiser,mas plantarei sim e cada um receberá nomes de acordo com as suas fases...
-Mas então serão todos "anjinhos" como eu
-Até parece né? Vai ter o Pirracinha também!...


Girassol girou e com a força da gravidade atraiu prosas e versos,enquanto seu pólen espalhava poemas.
Girassol se afastou e com ele o Sol se apagou,
Então o girassol perplexo entendeu que não era ele que girava em torno do sol e sim, o sol que girava com ele dançando ao som de violinos imaginários.
(by Faby)